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Vera Holtz: o gosto de Vera (Coleção Aplauso Perfil)

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Detalhes

A imagem que as pessoas de modo geral têm de Vera Holtz combina com a realidade: pura alegria, como define a autora de sua biografia, a jornalista Analu Ribeiro: “Vera é antídoto contra o baixo-astral, bagunceira, barulhenta, engraçada, divina-maravilhosa e uma atriz daquelas, de talento gigantesco, destemido, indomável. Esta mulher tem gosto de festa”. O livro Vera Holtz – O Gosto da Vera é lançamento da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Nesta biografia, Vera Holtz, a Ornela da novela Belíssima, relembra várias fases de sua vida. Conta com carinho cenas da infância em Tatuí ao lado dos avôs, dos pais, das irmãs, das tias queridas e dos amigos; recorda travessuras e o jeito rebelde de quem queria outras histórias pela vida. Também fala dos sonhos, dos amores e da realização profissional. Seu primeiro contato com o público foi como locutora de rádio em Tatuí, mas outras experiências fazem parte de suas memórias e já revelavam os primeiros sinais do temperamento irrequieto e a capacidade de improvisação: foi leiloeira, promotora de bailes, pintora de camisetas, rainha do Carnaval, vendedora de óculos e protagonista de muitas atividades inusitadas. Em Tatuí cursou a faculdade de Desenho e Artes Plásticas e, já no segundo ano, dava aulas de Geometria Descritiva no Instituto de Educação Sud Menucci, em Piracicaba. Mas ela mesmo confessa: “ficava mais no ping pong do que na sala de aula. Foi em Piracicaba que descobriu o teatro no começo da década de 70, participando de um curso de expressão corporal com o bailarino Milton Carneiro. Depois disso, estava de férias e São Paulo e resolveu se inscrever para o curso da Escola de Arte Dramática. Na pré-seleção eram 200 pessoas para 40 vagas. A prova final era uma improvisação com alguns objetos. Vera ganhou uma lata e um pincel e arrasou: “De repente entendi tudo, me senti localizada. Fiz todas as cenas de um circo. Só eu e minha cabeça, minha imaginação, meu futuro.Tem que deixar a loucura tomar conta mesmo, porque na nossa profissão você não pode perceber muita coisa, porque, se percebe, interrompe o processo artístico e não segue em frente.” Neste curso da EAD ficou dois anos São Paulo, morando uma república na Rua Frei Caneca, com mais sete mulheres. No final do segundo ano, em tempos de ditadura militar e da morte de Herzog, resolveu ir embora para o Rio de Janeiro. Estava com 23 anos, foi morar na Casa do Estudante do Brasil e trabalhar em uma empresa de Engenharia. Em 1979 ela resolveu fazer o teste para “Rasga Coração”, do Oduvaldo Vianna Filho. Quem fazia os testes era o diretor Zé Renato, que ficou com os direitos da peça depois da morte de Vianna. Ali começou a vida profissional com carteira assinada e ao lado de um elenco com nomes como Raul Cortez, Lucélia Santos, Ary Fontoura, Sonia Guedes e Antonio Petrin. E a paixão explode: “A partir do momento em que entro no coro da peça”, conta, “o resto do mundo deixou de me interessar: era só teatro, teatro, teatro”. A paixão permaneceu, mas foi em 1994, que Vera ganhou de presente de Mauro Rasi o papel de sua vida, como o autor definia na etiqueta grudada no texto recebido. Pérola teve mais de 800 apresentações para cerca de 300 mil pessoas durante cinco anos, sempre com enorme sucesso e muitos prêmios. “Com a Pérola eu pude homenagear todas as mulheres da minha família. Fiz tanto a Pérola que num determinado momento eu e ela nos fundimos.“ A carreira de sucessos continuou na TV. Ela atuou em A Muralha, Uga-Uga, Pesença de Anita, Desejo de Mulher, Que Rei Sou Eu, Mulheres Apaixonadas e Cabocla. Na minissérie Presença de Anita, fez sua primeira cena de sexo, que deu o que falar. “Meu pai já tinha falecido nessa época, o que facilitou muito para mim. Toda vez que tinha cena de beijo nas minhas novelas, eu tinha de avisar mamãe com antecedência e ela dava um jeito de tirar papai da sala. Ela era minha cúmplice, servia o jantar na cozinha”, recorda A personagem Santana, a alcoólatra de Mulheres Apaixonadas, também foi um marco na sua carreira. Quando a novela terminou, Vera foi convidada pelo Alcoólicos Anônimos para fazer palestra. Uma cena desta produção ela recorda especialmente: “A cena de recaída da Santana, em que ela vai preparar um jantar para o namorado e toma o vinho de cozinha, passou a ilustrar as aulas do AA. A cena tem 20 minutos e é considerada uma obra-prima. No começo Santana era uma personagem periférica. Tive de ter paciência. Foi como o vinho, que teve de envelhecer. São as personagens envelhecidas, como eu chamo, que vão ficando melhores com o passar do tempo.” Para Vera, a vida está sempre recomeçando. Sem medo de assumir a idade (53 anos), diz: “Me inventei uma vez, posso me reinventar mil outras vezes. Um dia, cheguei ao consultório da dra. Claire, depois de um mês conversando, sentadinha na cadeira, olhei para ela e falei: `Estou enjoada desta vida`. Ela desafiou: `Vamos inventar outra?`Eu respondi: `Vamos`. Então, essa é a minha história...por enquanto.”

Informação Adicional

Código 12.0.813.213
Largura (em cm) 18
Comprimento (em cm) 12
Altura (em cm) 1,5
Número de Páginas 240
Peso Bruto (em kg) 0,25
Formato da Capa Capa flexível
Ano de publicação 2006
Tipologia Frutiger
Papel Capa Triplex 250 g/m²
Papel Miolo Offset LD 90 g/m²
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Editora ISBN ISSN
IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO S/A 8570604629 -