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Praças Brasileiras - edição bilíngue português/inglês

R$124,20

esgotado

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Detalhes

A monumental obra que a IMPRENSA OFICIAL imprimiu, em co-edição com o Projeto Quapá e a EDUSP- é muito mais que o levantamento visual das praças brasileiras – e ultrapassa mesmo o universo das suas anotações de caráter urbanístico, estético, histórico e social. Isso porque, além de completo como documento e fonte de estudo, o livro, como que superando a si mesmo, recupera os projetos originais, seus autores, refaz suas descrições, localização e coloca nas mãos do leitor um dos mais notáveis estudos urbanísticos já criados entre nós. Estão lá, na última parte do livro, o final feliz de um romance vivido nas páginas anteriores, com a beleza plástica de muitas praças, parques, boulevards em reproduções que a gráfica da IMPRENSA OFICIAL tornou inesquecíveis. O estudo consagra os estares brasileiros delimitando, com o cuidado que se exige de um trabalho desse nível, o campo histórico onde predominam a praça clássica, eclética, a revitalizante praça do modernismo com seu ícone Burle Marx, a praça contemporânea, as influências que chegam agora de Chicago, Nova Iorque, do urbanismo norte-americano, pós-modernas e a eclosão do movimento ecológico, tão importante hoje no sentido de praças, parques, passeios públicos e outros equipamentos urbanos da mesma natureza. Quem viveu no Interior, sabe, talvez mais que o metropolitano, a importância da praça da cidade – geralmente, a “praça da Matriz”. É esta praça da Matriz que revela facilmente a origem da praça brasileira no fervor religioso dos portugueses. Há exceções notáveis: o período pombalino sugere, num projeto para a Amazônia, por exemplo, a criação de cidades ordenadas e geométricas com destaque para a praça, lugar de centralidade física e simbólica. Falava sobre a praça do Interior, local de lazer contemplativo associado a um tipo de atividade que o tempo se encarregou de quase liquidar: o “footing”. O “footing” se fazia com homens (moços) e moças andando cada a um ao encontro do outro, percorrendo o limite externo do logradouro. A novela das sete e das oito, a liberação horizontal e vertical no interior dos grupos sociais, a inutilidade de se dar voltas e voltas numa praça a fim de possibilitar um início amoroso – tudo contribuiu para o fim dessa atividade, à época, mais importante que ir à missa. Durante algum tempo, a praça também se tornou centro de discussões políticas convergidas para a construção das famosas “fontes luminosas” (desperdício caipira e “trash” produzido pela empáfia dos prefeitos). O livro, embora se dedique mais a outros aspectos da praça, não deixa de acentuar, aqui e ali, o caráter classista das praças e melhoramentos públicos – como a criação do “boulevard” Higienópolis, o enterro de milhões no lodaçal que se converteria em “Cidade Jardim” (mania copiada da Europa). A praça bem equipada, salutar, oxigênio mais puro, temperatura mais amena chega por último (quando chega) à chamada periferia e zonas pobres, mesmo que mais centrais. "PRAÇAS BRASILEIRAS" dignifica o estudo urbano brasileiro, principalmente por intermédio do QUAPÁ e chega às mãos do leitor como obra indispensável em sua biblioteca

Informação Adicional

Código 12.0.812.607
Largura (em cm) 27
Comprimento (em cm) 27
Altura (em cm) 2
Número de Páginas 312
Peso Bruto (em kg) 1,41
Formato da Capa Capa flexível
Ano de publicação 2003
Tipologia Não
Papel Capa Não
Papel Miolo Não
Editora ISBN ISSN
IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DE SAO P - -
EDUSP - EDITORA DA USP 8531406560 -